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O Altar é lugar de três coisas: Entrega, Sacrifício e ALIANÇA…

TEMA GERAL: Reparando o altar quebrado. Texto base: 1 Reis 18.30b

“Então, Elias disse a todo o povo: chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e reparou o altar do Senhor que estava quebrado.”

O altar é lugar para três coisas:

1. Entrega2. Sacrifício – 3. ALIANÇA

A FORNALHA DE FOGO

“O fogo ardera continuamante sobre o altar e não se apagará.”

Levíticos 6.13

Aliança. A terceira coisa a ser depositada no altar, a terceira etapa do processo de intimidade com o altar. Recordemos: 1ª entrega, 2ª sacrifício e a 3ª aliança. Aliança na verdade significa pacto, acordo, ajuste, concerto. Teologicamente, diz respeito a concerto entre Deus e o seu povo. O Antigo Testamento é chamado Antiga Aliança, e o Novo Testamento, Nova Aliança. O nosso Deus é Deus de alianças. Através delas, Ele, pelo seu imenso amor, nos dá a garantia de muitas bênçãos, se houver fé e obediência. A iniciativa do concerto sempre foi de Deus, que estabelece as condições. Vejamos as alianças de Deus:

1. Concerto com Adão – A primeira aliança Deus fez com Adão e Eva – aliança adâmica ou edênica – no Éden: deu-lhes a Terra e pleno domínio sobre os animais; deu-lhes fartura de alimento, abençoou-os e disse-lhes que deveriam frutificar e multiplicar. Mas estabeleceu condições: Não deveriam comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. O princípio da obediência estava criado. Se comessem da árvore proibida, morreriam. Desobedeceram, quebraram a aliança, e experimentaram imediatamente a morte moral e espiritual, e, depois, a morte física. Convém lembrar que em todos os concertos há promessas de bênçãos, mas há a contrapartida da fé e fiel obediência. (Gênesis 1.27-30; 2.16-17; 3.2-20). 2. Concerto com Noé – Após o dilúvio, do qual se salvaram Noé e sua família, num total de oito pessoas (Gênesis 7.13), Deus falou: “Convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra”. Como sinal perpétuo dessa aliança Deus deixou o arco sobre as nuvens (Gênesis 9.11-17). Chamada aliança noética. 3.  O Concerto com Abraão – O concerto entre Deus e Abraão – aliança abraâmica – foi chamado “concerto perpétuo”, porque extensivo às gerações vindouras e já apontando para o Reino Eterno de Cristo (Gênesis 17.7). Como parte da aliança Deus prometeu fazer de Abraão uma grande nação, e abençoar todas as famílias da terra através dele (Gênesis 12.2-3); dar a terra de Canaã aos seus descendentes, que seriam grandemente multiplicados: “E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti” (Gênesis 12.7,15; 13.16; 15.5; 17.2,6-9). O concerto foi feito com Abrão, nome mudado por Deus para Abraão (pai da multidão) (Gênesis 17.39). Como parte da aliança, Abraão deveria circuncidar todos os machos, filhos e servos sob sua autoridade, como selo do concerto, e de aceitação de Deus como Senhor (Gênesis 17.10-14, 23). Deus prometeu estender a aliança a Isaque, o filho da promessa que iria nascer (Gênesis 17.16,19).  Há outros concertos ou aliança como por exemplo: 4. Concerto com Abraão também chamado “concerto perpétuo”, porque seria extensivo às gerações vindouras e já apontando para o Reino Eterno de Cristo (Gênesis 17.7). 5. Concerto com Isaque. Disse Deus: “Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo” (Gênesis 26.2-5,24). 5. Concerto com Jacó. “Esta terra em que estás deitado te darei a ti e à tua semente. E tua semente será como o pó da terra… e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gênesis 28.13-14). 6. Concerto com os Israelitas – Passados uns três meses da saída do Egito, Deus falou ao seu povo através de Moisés, ao sopé do monte Sinal (Horebe), para, basicamente, renovar e relembrar os termos do concerto com Abraão, Isaque e Jacó: a) a terra de Canaã seria deles; b) Deus seria o único Deus de Israel; o povo assumiria o compromisso de guardar suas leis e mandamentos; c) seriam castigados em caso de desobediência (Êxodo 6.3-8; 19.4-6; 23.20-25). E por último: 7. A nova e eterna aliança em Cristo – A promessa de uma nova aliança está em Jeremias 31.31-33: “Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá… porei a minha lei no seu interior, e as escreverei no seu coração. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.” A nova aliança foi selada com o sangue de Jesus, com seu sacrifício voluntário, com sua morte expiatória: “Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, para remissão de pecados” (Mateus 26.28). A nova aliança é superior à antiga: “Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de UM MELHOR CONCERTO, que está confirmado em melhores promessas” (Hebreus 8.6). E as melhores promessas são: os que se arrependem têm seus pecados totalmente perdoados (Hebreus 8.12); um novo coração e uma nova natureza recebem aqueles que verdadeiramente amam e obedecem a Deus (Ezequiel 11.19-20); são recebidos como filhos de Deus (Romanos 8.15-16); têm experiência maior em relação ao Espírito Santo (Joel 2.28; Atos 1.5,8). Como vimos, de aliança em aliança Deus prosseguiu na execução do seu plano de salvação dos homens, sempre oferecendo novas oportunidades. A primeira manifestação desse plano está em Gênesis 3.15: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Para isso, “Deus mandou o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3.16). Já não é mais necessário sacrifício de animais para reparar nossas culpas, como no antigo concerto. O sangue do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” manifestou-se por um ato único, perfeito e eficaz; o sacrifício voluntário de Jesus Cristo abriu o caminho da reconciliação do pecador com Deus. Em Hebreus, capítulos 8 e 9, o apóstolo Paulo mostra claramente que todas as coisas relacionadas com o serviço no tabernáculo e no templo eram típicas. (Hebreus 8:5; 9:23) A significância do altar se torna evidente através da informação contida nas Escrituras. O altar das ofertas queimadas onde Ana se apresentou representava a “vontade” de Deus, quer dizer, sua disposição de aceitar o perfeito sacrifício humano do seu Filho unigênito. (Hebreus 10:5-10) Sua localização diante da entrada do santuário enfatiza o requisito da fé neste sacrifício resgatador como pré-requisito da aceitação por Deus. (João 3:16-18) A insistência num único altar de sacrifícios está em harmonia com a declaração de Cristo: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”, e também com os muitos textos que declaram a unidade a ser manifestada na fé cristã. — (João 14:6; Mateus 7:13, 14; 1 Coríntios  1:10-13; Efésios  4:3-6), note também a profecia de Isaías, em (Isaías 56:7; 60:7) de que pessoas de todas as nações viriam ao altar de Deus.

Veja todos os artigos 1. Entrega – 2. Sacrifício – 3. ALIANÇA


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* Pr. GILVANDER GREGORIO DE LIMA. Ministro do Evangelho (Cad. CGADB n° 036261). supervisor do setor 10 da IEAD em Porto Velho/RO.  Mestre em Teologia pela FAETEL/SP. Casado com Valdirene e tem dois filhos, Juninho e Gabriela. É tenente coronel do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia/Brasil. Contatos via Msnseparadoeconsagrado@hotmail.com e email majbmgregorio@bol.com.br

Comentários(2)

  1. Rodineli f. moraes says

    A minha geração precisa de líderes com a visão de jabes que em meio a tantas mudanças no mundo mais tenham qualidade para fazer a diferença.

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